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Macaúba surge como novo "ouro verde", também para cosméticos

Categoria: Matéria-Prima


Cotada no início dos anos 2000 como fonte promissora de biocombustível, a macaúba ultrapassou expectativas dos pesquisadores, que agora apostam no seu potencial além da produção de energia. “O óleo de macaúba, por exemplo, é nobre demais”, diz Sergio Motoike, biólogo e professor da Universidade Federal de Viçosa. “Ele tem vocação para uso na alimentação humana, na oleoquímica e na cosmética, que pagam bem mais que o mercado de biocombustíveis.” A macaúba (Acronomia aculeata) é uma palmeira rústica nativa do Brasil. Atinge de 5 metros a 15 metros de altura e possui espinhos no tronco e nas folhas – daí também ser chamada de coco-espinho. Costuma ser descrita como a palmeira de maior presença no País, praticamente ausente apenas na Região Sul, e aguenta bem quando a chuva é pouca.

Aplicações – O fruto tem quatro partes: casca, polpa, endocarpo (parte dura em volta da semente) e amêndoa. As mais nobres são a polpa e a amêndoa. A polpa produz um óleo recomendado para biodiesel e bioquerosene, e com as mesmas propriedades do óleo de dendê – ou seja, já há um mercado de consumo. E quase não deixa resíduos sem aproveitamento. O óleo da amêndoa tem características ideais para fabricação de cosméticos, por facilitar a penetração do produto na pele. Do resultado do processamento dos frutos e da casca, os produtores obtêm uma torta rica em proteínas, boa para alimentar o gado. O endocarpo pode virar carvão ativado, usado para purificar gases e líquidos.

Revista H&C, (22/05/2017)

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